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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Parabéns ao meu irmão II

  Há 24 anos (fazer o quê né, é a sua idade) nascia meu irmão. Irmão este que só fui conhecer 4 anos atrás. Pelo simples fato de sermos irmãos de pai e mãe diferentes. Somente isso. Detalhe insignificante. 
Conheci Carlos Magno, vulgo Carlitas, numa padaria. Não pra comer pão, e sim pra beber cerveja. Reparei que, enquanto Pedro e eu bebíamos da maneira mais máscula possível, como cavaleiros medievais que comemoravam a vitória em uma batalha sangrenta, Carlos bebericava com uma Lady. Talvez durante essas 6 horas ele tenha bebido um copo e meio. Mas com muita elegância.
  Carlos é um cara fashion. Sempre que pode dá um tapa no visual. Vocês podem olhar no álbum dele no Facebook intitulado "eu mudei". Já teve franjinha estilo Alair, franjinha estilo emo, cabelão estilo Conde de Monte Cristo... Enfim, um camaleão. Mas algumas coisas não mudam no Carlos. E não foi à toa que eu o escolhi como irmão.
  Você continua com essa mania de estar sempre do lado dos seus amigos/irmãos quando eles mais precisam, nos momentos bons, nos momentos ruins e naqueles momentos filhos da mãe em que estamos en la mierda (em espanhol fica mais bonito). E hoje em dia é quase impossível encontrar alguma pessoa que seja tão boa quanto você. Tem o Bono Vox né, mas ele não conta. Mais alguns Carlos Magnos neste Brasil e nosso país estaria salvo... E é bom saber que por mais que o mundo mude para pior (e está mudando bem rapidamente, por sinal), você continua firme como uma rocha, e eu sempre poderei contar com você. Seja pra falar besteira, pra ir na praia, balada, pra ver um jogo do Vasco, enfim, qualquer coisa. Porque todos sabem que seu coração é do tamanho do Pedro. E isso é muito grande, você sabe. 
  Parabéns neste dia e lhe dou os parabéns por todos os dias. Parabéns e aplausos. Aplausos de pé, pela pessoa que você é. É com muito orgulho que bato no peito e digo que você é meu irmão. E isso não muda, é pra sempre. E obrigado pela sua amizade.

domingo, 1 de janeiro de 2012

3 casos

  Antônio foi até o mercadinho na esquina comprar pão. Mas não poderia esquecer também do molho de tomate. Durante o caminho ele pensou: "molho de tomate, molho de tomate, molho de tomate". E no meio do percurso, Lurdinha, a moça mais bonita do bairro, passou por ele e deu bom dia. Ele se desconcentrou todo e nem lembrava mais para onde ia. Mas conseguiu chegar no mercadinho e comprar o pão. Mas chegou em casa sem o molho. Quase apanhou da mulher.
  Paulo não aguentava mais ouvir sua mulher reclamando dele. Ele pensava: "ela reclama do meu futebol com os amigos, ela reclama do futebol na TV aos domingos, reclama que eu não a escuto, reclama que eu não a elogio. Chega! Vou dar um basta nisso agora!". Paulo saiu de casa, batendo a porta e deixando a mulher tão surpresa que até parou de falar. Voltou com buquê de flores dizendo que ela é a mulher da vida dele. Fizeram as pazes. Realmente ele deu um basta na situação.
  Marcelo olhava Carla enquanto dormia. Ele pensou sobre tudo que viveram juntos até ali. A primeira vez que saíram, o primeiro beijo, a primeira transa, quando conheceu os pais dela, quando a pediu em namoro... Ela acordou e ele não teve dúvidas, seu bom dia foi um pedido de casamento. E o bom dia dela foi um sim.
  Antônio, Paulo, Marcelo e eu nos encontramos no barzinho de sempre para colocar a conversa em dia. Antônio, meio aborrecido, contou sobre sua mancada com a mulher. Paulo, aliviado, falou sobre as pazes que fizera com a sua. Marcelo, radiando felicidade, contou sobre o pedido de casamento. Eu, como não tinha nada para contar, resolvi contar os casos deles. Seus 3 casos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Por toda a minha vida

  Por toda a minha vida é muito tempo. Não penso mais em uma vida. Penso num piscar de olhos, num estalar de dedos, no hoje, no agora.
  Sonhar? Sonho. Por cinco minutos. Depois acordo. E sigo. Sigo andando, sigo correndo, sigo em silêncio, sigo seguindo. Sigo em frente. Mesmo que olhe pra trás algumas vezes. Lembrando de um piscar de olhos...
  Vejo o que quero ver. Escuto o que quero escutar. Sinto o que quero e o que não quero sentir. E aprendo. Isso sim é por toda uma vida. Toda uma vida para aprender. Um estalar de dedos para ensinar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Sonho?




  Todos torciam para ele acordar, todos sentiam a falta dele. Os médicos não podiam fazer mais nada, apenas esperar. Alguns diziam que dependia apenas da vontade do próprio Gabriel. Isso revoltava a família e os amigos. "É claro que ele quer acordar! Por que ia preferir ficar em coma? Sempre foi tão feliz!"


  "Sempre foi tão feliz." Sempre foi tão feliz?


  Enquanto estava em coma, Gabriel não tinha pesadelos. Apenas sonhos bons, os melhores sonhos. Ele sabia que eram apenas sonhos. Mas tudo era tão perfeito. Parecia até o paraíso. E sabe-se lá se realmente existiria um paraíso depois dessas coisas. E não que a realidade fosse um inferno, mas estava longe de ser perfeita. E todos sempre disseram que ele era um "sonhador", então agora estava no lugar certo, não é?


  Mas tinha um problema. Gabriel sentia falta de algumas pessoas. Não muitas. Pouquíssimas, na verdade. Mas essas faziam diferença. Elas também estavam presentes em seus sonhos, mas o fato dele saber que elas não eram reais o incomodava. Dessa realidade ele sentia falta. Ali elas eram perfeitas, como robôs. Mas Gabriel sentia falta das imperfeições delas. Sim, dos seus erros, dos seus defeitos. De como elas se superavam, e surpreendiam. Era espontâneo, era inesperado, era humano.


  Mas ali ele estava feliz. E não precisava se preocupar com mais ninguém, apenas com ele mesmo, ser um pouco egoísta. Mas ele realmente estava tão feliz? Não sabia. Ele realmente só se preocupava com ele agora? Não. Ainda se lembrava e se importava  com eles, caso contrário aquela dúvida entre continuar ali ou acordar não estaria rondando sua cabeça...


  Gabriel acordou. Já que teria que buscar a felicidade de qualquer jeito, era melhor estar bem acordado e com pessoas reais ao seu lado.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Meus/Seus Erros

  Eu vejo os meus erros sempre maiores que os seus. E seus erros, tão iguais aos meus, que muitas vezes nem enxergo como erros.
  Lente de aumento onde eu deveria fechar os olhos. Hiperdimensionando o que passa desapercebido pelos que me admiram. Pelos que eu admiro.
  E eu peço desculpas pelos erros que não cometi, porque tenho tanta certeza que os cometi. E se ainda assim, insistes que eu não errei, peço desculpas pela minha teimosia em insitir que errei. Porque disso sim posso dizer que nada sei.
  Ninguém tem culpa, disso eu sei. Mas mais fácil culpar a mim do que a vocês. Eu suporto, já me acostumei. Abraço não só o amor, abraço a dor, o que for. Não posso salvar o mundo, mas, pelo menos por um segundo, posso salvar quem está ao meu lado. E também terei salvo a mim mesmo.

domingo, 16 de outubro de 2011

Barney


  Eu tinha um cachorro chamado Marley Barney. Ele morreu semana passada. Lembro como se fosse hoje: entre seus últimos suspiros, ele me olhou e disse: au au.
  Barney era um grande amigo, grande companheiro. Quando minha mãe entrou em trabalho de parto, ela estava sozinha com ele em casa. Meu pai tinha ido comprar cigarro (por sinal não voltou até hoje), e nós morávamos muito longe e não tínhamos vizinhos, nem telefone. Ele não teve dúvidas, fez o meu parto. Seu focinho foi a primeira coisa que vi ao nascer.
  Enquanto minha mãe trabalhava, ele cuidava de mim. Ele me ensinou a ler e escrever, a andar de patins e a lutar como o Bruce Lee. Ele me apresentou os "Beatles" e me ensinou a dançar como John Travolta em "Os Embalos de Sábado à Noite".
  Quando cheguei a adolescência foi com ele o meu primeiro porre. E quando tudo ia de mal a pior na minha vida e eu tive vontade de desistir de tudo, ele olhou sério nos meus olhos e disse: au au.
  Hoje eu lembro de você e de todas as conversas que nós tivemos, e chego a conclusão de que eu não me tornei um completo idiota. Sou até esforçado, sobrevivendo aos trancos e barrancos. Sem você eu não teria chegado aonde cheguei. E até hoje eu sigo seus conselhos, rosnando para as cobras que me ameaçam, latindo para as raposas que me enganam, e mordendo as gatinhas que me dão sopa.
  Obrigado meu amigo. Só me resta dizer mais uma coisa: au au.

Mentira

  
  Se você leu o título desta postagem e achou que a mesma seria sobre a "mentira" ou qualquer coisa relacionada a ela, enganou-se. Era mentira. Então você não se enganou, era sobre "mentira" mesmo. Enfim..


  Um poeta cantor um dia disse: "Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante".  Sim, quem nos dera.
  Por que a vida às vezes parece tão complexa, tão difícil? Unicamente pelo nosso ponto de vista. Nós nunca paramos para reparar que a união de todas essas coisas simples resultam no que há de mais importante em nossa vida. Preferimos dar mais atenção a todas essas coisas complexas que, na verdade, pouco importam na nossa vida. E por que fazemos isso? Não sei. Se eu soubesse começaria a ver o mais simples como o mais importante.
  E enquanto continuamos vivendo às cegas, o mundo continua doente. Ver é o primeiro passo para se viver. Quando você vê, você entende. Quando você entende, você age. Se você viu errado, agiu de forma errada, viveu de forma errada. Se você não viu, você não agiu, não viveu. E isso é ainda pior. O quanto você já deixou de viver?
  Eu nunca vou conseguir explicar o que ninguém consegue entender, porque eu mesmo nunca vou entender. Mas eu posso acordar amanhã e, ao abrir os olhos, reconhecer que aquele sim é um momento importante. O primeiro e o último passo do dia serão momentos importantes. Do primeiro "bom dia" até o último "boa noite". Simples e importante.
  

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Enquanto eu corria



  Enquanto eu corria na praia, uma água-viva saiu do fundo do mar, voando na minha direção. E ela disse pra eu seguir em frente. E eu continuei a correr. 
  Enquanto eu corria na praia, uma coruja saiu debaixo da areia, voando na minha direção. E ela disse para eu seguir em frente. E eu continuei a correr.
  Enquanto eu corria na praia, uma tartaruga veio correndo, de patins, na minha direção. E ela disse para eu seguir em frenteE eu continuei a correr.
  Enquanto eu corria na praia, o Fiuk apareceu na minha frente, tocando violão talentosamente e cantando com extrema afinação. E ele disse para eu seguir em frente. Eu parei de correr e fui embora. Fiuk com talento e afinação? Eu só poderia estar desidratado. Era uma alucinação, na certa.





segunda-feira, 25 de julho de 2011

Parabéns ao meu irmão

   Há 24 anos (fazer o quê né, é a sua idade) nascia meu irmão. Irmão este que só fui conhecer 16 anos atrás. Pelo simples fato de sermos irmãos de pai e mãe diferentes. Somente isso. Detalhe insignificante. 
   Você era um criança estranha, muito branca e com cara de japonês. Cresceu um pouco e se transformou numa "almôndiga". Agora, é a cara do Clark Kent. Mas continua muito branco. Tia Mariza colocou fermento no seu toddynho e você ficou alto como um gigante. Gigante do tamanho do seu coração.
   Irmãos são irmãos. Isso não tem como acabar ou mudar. Porque eu sei que independente das besteiras que eu faça, você vai continuar do meu lado. E isso é recíproco. Sempre pude contar com você e isso não tem preço. 
   Alguns dos melhores dias da minha vida você estava lá, e alguns dos piores dias da minha vida você também estava lá. Porque irmão que é irmão está sempre por perto, não só nos bons momentos, mas também nos maus. No choros ou nos risos. E que bom que os risos sejam mais constantes. Risos acompanhados de cerveja, amigos, futebol, etc. Algumas odisseias contamos aos quatro ventos, outras ficam só entre a gente, porque o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas.
   Irmão, você faz parte da minha vida. E não existe nada mais real que isso. É um orgulho poder falar isso, porque é um orgulho ter você por perto. Eu já disse pra todos que você é umas das melhores pessoas que surgiram neste mundo, e sempre será. Tudo na vida pode já ter uma data para acabar, mas nossa amizade é infinita. E essa é uma das raríssimas certezas que eu possuo.
   Cara, parabéns não só por hoje. Parabéns pela pessoa que você é. Parabéns pelo seu caráter, parabéns pela sua dignidade, parabéns pela sua benevolência, parabéns pela sua honestidade, parabéns pela sua flexibilidade, parabéns pela sua fidelidade e, acima de tudo, parabéns pelo seu bom gosto em escolher os amigos. E obrigado pela sua amizade.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Amigo


   Esses eu escolhi. Esses me escolheram.  Família sim.  Se a vida fosse uma longa estrada, seriam vocês os que tirariam cada pedra, cada obstáculo do meu caminho.
Sendo verdade o ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és”, então eu devo ser um cara muito bom.  Porque eu ando com os melhores. Porque vocês me fazem o melhor. E eu não tenho dúvidas de que minha vida é melhor por causa de vocês.
   Eu posso errar, e realmente erro muito. E eu agradeço por cada correção que vocês fizeram nesses meus erros, ao invés de sorrisos falsos e concordâncias mentirosas. Agora se o meu erro foi com um de vocês, deveria então me ajoelhar diante de Deus e pedir perdão. Pois não é um erro, é um pecado. Não teria falhado com uma pessoa qualquer, teria falhado com um dos meus anjos.
   Um dia já lamentei muito por cada tombo que levei. Hoje não. Porque todas as vezes que caí, vocês me levantaram, e continuarão sempre me levantando. Esse é o lado positivo de cada tombo, por ser a oportunidade de levantar junto com vocês.
  Obrigado meus amigos. Tudo que posso fazer é tentar estar a altura de vocês. Tentar ser merecedor de cada palavra, de cada sorriso, de cada abraço que vocês um dia me deram de presente, e que me edificaram. Obrigado por sempre estarem comigo, porque sem vocês eu não seria nada.

  Feliz dia do amigo!